Futuros do Brent abrem com alta expressiva após ataques entre EUA e Irã acenderem alerta sobre o Estreito de Ormuz.
Os mercados globais retomam as operações neste domingo à noite com o petróleo Brent abrindo em alta relevante, refletindo a tensão geopolítica crescente após ataques trocados entre Estados Unidos e Irã e sinais conflitantes sobre a situação do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa parcela significativa do comércio global de petróleo. O ouro, por sua vez, recua levemente na abertura, enquanto os futuros de Wall Street operam com perdas moderadas, um quadro que sugere cautela antes de uma semana carregada de catalisadores.
Ormuz no radar: petróleo pode ampliar volatilidade
O Estreito de Ormuz voltou ao centro das atenções depois que EUA e Irã trocaram ataques, segundo o Valor Econômico, que destacou sinais conflitantes sobre o controle da rota. O canal é passagem obrigatória para uma fatia relevante das exportações de petróleo do Oriente Médio, e qualquer interrupção no trânsito tende a se refletir rapidamente nos preços da commodity. Analistas monitoram se a escalada se aprofunda ou se movimentos diplomáticos atenuam o risco de fechamento efetivo da via marítima.
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| Ouro | ▼ 0,82% | 4.080 |
| Petroleo Brent | ▲ 3,13% | 78,39 |
| Dow Jones Futuros | ▼ 0,17% | 52.815 |
| S&P Futuros | ▼ 0,27% | 7.600 |
Às 20h20 (Horário de Brasília)12/07/2026
CPI americano: dado mais aguardado da semana
Na segunda-feira, o mercado volta toda a atenção para os índices de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que serão divulgados ao longo da semana. Os números chegam em momento delicado: a pressão geopolítica sobre o petróleo pode alimentar novas leituras de inflação, complicando a equação do Federal Reserve sobre o ritmo de cortes de juros. Qualquer surpresa para cima tende a pressionar os índices acionários e fortalecer o dólar globalmente.
Warsh no Congresso: Fed sob escrutínio
O chairman do Federal Reserve, Kevin Warsh, presta depoimento ao Congresso americano tanto na segunda quanto na terça-feira, numa sequência que raramente passa despercebida pelos mercados. O tom de suas declarações, especialmente sobre o cronograma de política monetária diante da conjuntura inflacionária e geopolítica atual, tende a ampliar ou amortecer a volatilidade gerada pelos dados de CPI. Operadores estarão atentos a qualquer sinalização sobre a trajetória dos juros nos próximos meses.
Brasil: Focus e cenário doméstico em foco
No front doméstico, o Relatório Focus do Banco Central, divulgado na segunda-feira às 8h25, abre a agenda brasileira da semana e oferece o termômetro mais recente das expectativas do mercado para inflação, câmbio e crescimento. O resultado chega num contexto em que a alta do petróleo pode pressionar projeções de IPCA e influenciar o posicionamento dos agentes locais sobre a trajetória da Selic. O real tende a reagir ao conjunto de fatores externos e ao tom do relatório.
Impasse global: geopolítica além do Oriente Médio
A semana também exige atenção ao quadro geopolítico mais amplo. Conforme apontou a InfoMoney, o conflito entre Rússia e Ucrânia permanece em impasse, com Trump buscando uma saída enquanto Putin mantém a ofensiva, um cenário que adiciona camada de incerteza ao ambiente de risco global. Paralelamente, o PIB mensal do Reino Unido e as falas do presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, completam o cardápio europeu e podem movimentar o par libra-dólar ao longo da semana.
Agenda da Semana
- FERIADO [Zona do Euro] French Bank Holiday.
- Relatório Focus (BC) Segunda-feira, 08h25.
- [Reino Unido] BOE Gov Bailey Speaks
- [EUA] Core CPI m/m
- [EUA] Core CPI y/y
- [EUA] CPI m/m
- [EUA] CPI y/y
- [EUA] Fed Chairman Warsh Testifies
- [Reino Unido] BOE Gov Bailey Speaks
- [EUA] Core PPI m/m
- [EUA] PPI m/m
- [EUA] Fed Chairman Warsh Testifies
- [Reino Unido] GDP m/m
A combinação de geopolítica inflamada no Oriente Médio, dados de inflação americana e depoimentos do Fed configura uma semana de alta densidade para os mercados. No Brasil, o olhar se divide entre os reflexos externos no câmbio e no petróleo e os sinais que o Focus trará sobre as expectativas domésticas. O ambiente pede cautela e atenção redobrada aos desenvolvimentos hora a hora.