Bolsas asiáticas operam em alta expressiva, com destaque para Tóquio e Hong Kong; agenda americana concentra dados de inflação ao produtor e fala do presidente do Fed.

Radar da Bolsa - BolsaNews

15/07/2026 às 07h00

O investidor brasileiro inicia a quarta-feira com um cenário externo majoritariamente positivo: bolsas asiáticas fecharam em alta relevante, enquanto futuros americanos oscilam próximos à estabilidade. O dia concentra atenções nos dados de inflação ao produtor nos EUA e no depoimento do presidente do Fed, Kevin Warsh, ao Congresso, eventos com potencial de aumentar a volatilidade nos mercados de juros e câmbio ao longo da sessão.

Ásia em alta, mas China fica para trás

Nikkei e Hang Seng operam com ganhos expressivos, impulsionando o humor global. A exceção fica com Shanghai, que recua levemente e segue na contramão do movimento regional. O dólar índice (DXY) avança discretamente, enquanto o yield do T-Note de 10 anos recua, sinalizando algum alívio nas condições financeiras globais, movimento que o mercado de renda fixa brasileiro tende a monitorar de perto.

Ativo Variação Valor
Dow Jones Futuros ▲ 0,10% 52.899
S&P Futuros ▲ 0,00% 7.608
Nasdaq Futuros ▼ 0,26% 29.937
Euro Stoxx 50 ▲ 0,03% 6.286
FTSE 100 ▲ 0,01% 10.520
Nikkei 225 ▲ 1,48% 68.752
Hang Seng ▲ 1,40% 24.681
Shanghai ▼ 0,27% 3.956
DXY (Dolar Index) ▲ 0,15% 100,95
Ouro ▼ 0,09% 4.034
Petroleo Brent ▼ 0,30% 85,44
Bitcoin ▼ 0,59% 64.603
T-Note 10 anos (yield) ▼ 0,52% 4,585

Às 07h00 (Horário de Brasília)15/07/2026

PPI e Warsh: duplo risco para juros americanos

A agenda americana desta quarta é carregada: o mercado aguarda os dados de PPI, tanto o cheio quanto o núcleo, que funcionam como antecipação das pressões inflacionárias antes do CPI. Logo depois, o presidente do Fed, Kevin Warsh, presta depoimento ao Congresso, em evento classificado como de alto impacto. Qualquer sinalização sobre o ritmo de cortes de juros pode movimentar o dólar e os ativos de risco globalmente, incluindo o Ibovespa.

Brasil e tarifas: negociação só após eleições americanas

Conforme informou o InfoMoney, o governo Lula avalia que a negociação do tarifaço americano só ocorrerá após a confirmação do resultado eleitoral nos EUA. A percepção ganhou reforço com a postura do representante comercial americano Greer, que, segundo o Valor Econômico, não deu pistas sobre o tamanho das exceções tarifárias previstas para o Brasil nas tratativas em curso. O cenário mantém o risco de incerteza comercial como pano de fundo para ativos brasileiros no curto prazo.

Ouro estável, petróleo recua; Bitcoin pressiona

O ouro opera praticamente estável após semanas de alta intensa, enquanto o petróleo Brent recua moderadamente. O movimento ocorre em dia de divulgação dos estoques de petróleo bruto nos EUA, dado acompanhado de perto por fundos e participantes com exposição ao setor de energia. O Bitcoin opera em queda discreta, sem catalisadores claros no radar imediato.

Agenda Econômica do Dia

  • [Zona do Euro] German 30-y Bond Auction (impacto: Medium)
  • [Reino Unido] MPC Member Pill Speaks (impacto: Medium)
  • [EUA] Core PPI m/m (impacto: High)
  • [EUA] PPI m/m (impacto: High)
  • [EUA] FOMC Member Williams Speaks (impacto: Medium)
  • [EUA] Fed Chairman Warsh Testifies (impacto: High)
  • [EUA] Crude Oil Inventories (impacto: Medium)
  • [Zona do Euro] German Buba President Nagel Speaks (impacto: Medium)
  • [EUA] FOMC Member Cook Speaks (impacto: Medium)
  • [EUA] FOMC Member Musalem Speaks (impacto: Medium)
  • [regulatorio] Carf livra empresa de sobretaxa em importação: Conselho Administrativo de Recursos Fiscais proferiu decisão desonerando empresa de sobretaxa em operação de importação.
  • [politico] Greer não dá pistas sobre tamanho de exceções tarifárias para o Brasil: Representante comercial dos EUA não sinalizou o alcance das exceções tarifárias previstas para o Brasil nas negociações em curso.
  • [politico] Governo Lula avalia negociação do tarifaço só após eleições americanas: Governo brasileiro avalia que negociação sobre tarifas dos EUA só ocorrerá após confirmação do resultado eleitoral americano.

A sessão desta quarta-feira no Brasil será testada tanto pelo humor externo, dependente do PPI americano e do tom de Warsh, quanto pelo ruído político-tarifário doméstico, que segue sem horizonte de resolução. Volatilidade elevada permanece como o cenário-base enquanto o mercado aguarda sinalizações mais concretas de Washington.