Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) negociados na B3 encerraram o pregão desta quarta-feira em alta firme, revertendo parte do movimento de alívio acumulado nas sessões anteriores. A correção refletiu uma combinação entre realização de lucros no mercado de renda fixa e uma deterioração no ambiente de risco percebido pelos agentes financeiros.

O principal catalisador da piora foi a divulgação de sanções pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos contra cidadãos e empresas brasileiras com suposto envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A medida elevou a aversão ao risco entre os participantes do mercado, contribuindo para o movimento de abertura das taxas ao longo de toda a curva.

Ao fim dos negócios, o DI com vencimento em janeiro de 2027 operou com taxa de 14,02%, frente a 13,985% registrados no ajuste da véspera. O contrato para janeiro de 2028 avançou de 13,985% para 14,09%, enquanto o vencimento de janeiro de 2029 subiu de 14,07% para 14,23%. O DI de janeiro de 2031 apresentou a variação mais expressiva, passando de 14,16% para 14,33%.

A inclinação observada na curva de juros, com os vencimentos mais longos registrando elevações proporcionalmente maiores, indica que o mercado incorporou um prêmio de risco adicional para horizontes mais distantes, refletindo incertezas quanto ao cenário externo e seus desdobramentos sobre a economia brasileira.