Índice encerra acima dos 172 mil pontos, mas cede no dia; petróleo Brent dispara mais de 4% após EUA revogarem licença de venda de óleo iraniano

Fechamento de Mercado - BolsaNews

07/07/2026 às 18h30

O Ibovespa encerrou o pregão em queda moderada, sustentado acima dos 172 mil pontos mas cedendo no acumulado do dia, com Vale como principal vetor de pressão baixista. O dólar avançou frente ao real, refletindo a combinação de aversão ao risco no exterior e alta do petróleo após novo capítulo de tensão no Estreito de Ormuz. Em Wall Street, os principais índices fecharam no vermelho, com o Nasdaq registrando a maior retração da sessão.

Vale pressiona Ibovespa; Petrobras nada contra a maré

As ações da Vale pesaram sobre o Ibovespa ao longo de todo o pregão, funcionando como o principal fator de arrasto do índice no dia. Na contramão, os papéis da Petrobras operaram em alta, movimento que encontra respaldo no forte avanço do petróleo Brent no mercado internacional, o contrato fechou com valorização expressiva, sustentado pela escalada geopolítica no Oriente Médio.

Ativo Variação Valor
Dólar ▲ 0,60% 5,159
Ibovespa ▼ 0,25% 172.021
Dow Jones ▼ 0,25% 52.925
S&P 500 ▼ 0,45% 7.504
Nasdaq ▼ 1,16% 25.819
Stoxx 600 ▼ 0,60% 646,29
FTSE 100 ▲ 0,13% 10.666
Petróleo Brent ▲ 4,75% 75,86
Bitcoin ▼ 0,84% 63.462
T-Note 10 anos (yield) ▲ 1,12% 4,529

Às 18h30 (Horário de Brasília)07/07/2026

EUA revogam licença de petróleo iraniano e tensão sobe

O principal catalisador da sessão no front internacional foi a decisão dos Estados Unidos de revogar a licença que permitia a comercialização de petróleo iraniano, medida anunciada na esteira de ataques no Estreito de Ormuz. O movimento elevou o prêmio de risco sobre o fornecimento global de petróleo e contribuiu para o avanço do Brent, que impactou tanto as ações do setor de energia quanto a dinâmica do câmbio em mercados emergentes.

Wall Street cede; Nasdaq lidera as perdas no exterior

Os mercados norte-americanos encerraram a sessão em território negativo, com destaque para a queda mais acentuada do Nasdaq em relação ao Dow Jones e ao S&P 500. O ambiente de maior cautela no exterior, alimentado pela alta dos yields dos Treasuries de 10 anos, que voltaram ao nível de 4,5%,, contribuiu para o tom defensivo dos investidores e respingou negativamente sobre ativos de risco ao redor do mundo, incluindo o mercado doméstico.

Oncoclínicas e recuperação extrajudicial no radar corporativo

No ambiente corporativo doméstico, ganhou atenção a informação de que a Oncoclínicas deve protocolar pedido de recuperação extrajudicial até o fim da semana. O movimento reacende o debate sobre a pressão financeira sobre empresas do setor de saúde no Brasil diante do ciclo de juros elevados, tema que o mercado segue monitorando de perto dado seu potencial de contágio sobre o segmento listado em bolsa.

O mercado encerra a sessão em compasso de espera, com a geopolítica no Oriente Médio e o comportamento dos yields americanos como variáveis centrais a serem monitoradas. No front doméstico, o desempenho das grandes exportadoras e o nível do câmbio devem continuar pautando o humor dos investidores no próximo pregão.