Bolsa brasileira avança quase 1% enquanto dólar recua mais de 0,7%, em sessão marcada por recuperação global de risco e petróleo em alta

O mercado brasileiro fechou a sessão desta tarde com sinal favorável: o Ibovespa avançou e o dólar recuou, refletindo um ambiente externo mais construtivo. A recuperação das bolsas europeias, o avanço do Dow Jones e a alta expressiva do petróleo Brent compuseram um pano de fundo que favoreceu ativos de risco ao longo do dia.
Petróleo impulsiona risco e favorece Bolsa brasileira
O petróleo Brent registrou alta de aproximadamente 2% no pregão, movimento que tende a beneficiar papéis do setor de energia com peso relevante no Ibovespa. O avanço da commodity contribuiu para sustentar o tom positivo da bolsa brasileira ao longo da sessão, em linha com a recuperação observada em mercados de commodities em geral.
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| Dólar | ▼ 0,73% | 5,167 |
| Ibovespa | ▲ 0,86% | 174.266 |
| Dow Jones | ▲ 1,14% | 52.900 |
| S&P 500 | ▲ 0,00% | 7.483 |
| Nasdaq | ▼ 0,80% | 25.833 |
| Stoxx 600 | ▲ 0,63% | 652,77 |
| FTSE 100 | ▲ 0,25% | 10.679 |
| Petróleo Brent | ▲ 1,99% | 72,13 |
| Bitcoin | ▲ 1,32% | 63.378 |
| T-Note 10 anos (yield) | ▲ 0,22% | 4,485 |
Às 18h29 (Horário de Brasília)04/07/2026
Wall Street dividida: Dow sobe, Nasdaq recua
O cenário americano apresentou comportamento misto: enquanto o Dow Jones avançou mais de 1%, o Nasdaq operou em queda, pressionado pelo segmento de tecnologia. A divergência reflete uma rotação de setores observada ao longo do dia em Nova York, sem um catalisador único dominante. O S&P 500 encerrou praticamente estável, evidenciando o equilíbrio entre os movimentos contrários.
Europa no azul e dólar global mais fraco dão suporte ao real
As bolsas europeias fecharam em alta, com o Stoxx 600 avançando mais de 0,6%, o que contribuiu para um ambiente de menor aversão a risco globalmente. Esse cenário exerceu pressão baixista sobre o dólar em relação a moedas emergentes, favorecendo o recuo da divisa americana frente ao real, movimento que também alivia a pressão inflacionária importada para o mercado doméstico.
Produção industrial e fiscal mantêm atenção no mercado local
No front doméstico, o recuo da produção industrial em maio, puxado pela indústria extrativa e pelo setor de coque, manteve atenção sobre a trajetória da atividade econômica brasileira. No campo fiscal, o noticiário sobre a revisão de operações de crédito pelo Tesouro Nacional seguiu no radar, sem impacto determinante no pregão de hoje, mas reforçando o monitoramento constante sobre as contas públicas.
Com o pregão encerrado em tom positivo, o mercado volta atenções para os próximos sinais do cenário externo, especialmente o comportamento das taxas dos Treasuries americanos, que seguem elevadas, e eventuais desdobramentos na política comercial global. No front doméstico, o ambiente fiscal e os dados de atividade continuarão pautando o humor dos investidores no próximo pregão.