Índice avança 0,70% com surpresa positiva da inflação prévia, enquanto juros futuros recuam e petróleo cede quase 4%

28/07/2026 às 18h30
O Ibovespa fechou em alta, de volta ao patamar dos 176 mil pontos, sustentado pela leitura do IPCA-15 abaixo das expectativas, que trouxe alívio às curvas de juros e animou o mercado doméstico. O dólar registrou leve valorização, reflexo da cautela global na véspera da decisão de política monetária do Federal Reserve. O dia foi marcado pelo equilíbrio entre um fator doméstico favorável e a postura defensiva do cenário externo.
IPCA-15 surpreende e alivia juros futuros
O principal motor do pregão foi a divulgação do IPCA-15, índice considerado prévia da inflação oficial, com resultado abaixo do consenso de mercado. O dado favoreceu o recuo das taxas nos contratos de juros futuros e deu fôlego à bolsa, com bancos e Petrobras entre os papéis que mais contribuíram para a alta do Ibovespa, conforme reportou o InfoMoney. O mercado interpretou o número como alívio pontual, mas sem encerrar o debate sobre o ritmo da política monetária doméstica.
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| Dólar | ▲ 0,17% | 5,125 |
| Ibovespa | ▲ 0,70% | 176.565 |
| Dow Jones | ▲ 1,03% | 52.747 |
| S&P 500 | ▲ 0,21% | 7.429 |
| Nasdaq | ▼ 0,22% | 24.877 |
| Stoxx 600 | ▲ 0,18% | 646,89 |
| FTSE 100 | ▲ 0,83% | 10.871 |
| Petróleo Brent | ▼ 3,92% | 83,76 |
| Bitcoin | ▲ 0,22% | 63.837 |
| T-Note 10 anos (yield) | ▼ 0,80% | 4,604 |
Às 18h30 (Horário de Brasília)28/07/2026
Petróleo em forte queda pressiona commodities
O petróleo Brent encerrou o dia com recuo expressivo, superior a 3,5%, movimento que pesou sobre o setor de energia globalmente, mas que, no caso brasileiro, foi parcialmente compensado pelo bom desempenho das ações da Petrobras. Um fator de alívio no radar internacional foi a informação de que o acordo com o Irã não prevê taxas nem pedágios para a passagem pelo Estreito de Ormuz, segundo informou o InfoMoney, reduzindo um vetor de incerteza geopolítica que vinha pressionando os preços do crude.
TIM e Vivo tombam após balanços do segundo trimestre
No campo das ações individuais, o destaque negativo ficou com as operadoras de telecomunicações. Segundo o InfoMoney, papéis de TIM e Vivo registraram quedas da ordem de 6% após a divulgação de seus resultados do segundo trimestre, que decepcionaram o mercado. O movimento evidencia como a temporada de balanços pode gerar volatilidade pontual em setores específicos, mesmo em pregões com viés positivo no índice geral.
Fed no radar e Wall Street opera em direções distintas
No exterior, as bolsas americanas encerraram o dia sem direção única: Dow Jones e S&P 500 avançaram, enquanto o Nasdaq recuou levemente, em sessão marcada pela cautela antes da próxima decisão do Federal Reserve sobre juros. O yield do Treasury de 10 anos cedeu, acompanhando o tom menos pressionado das taxas longas globais. Na Europa, o Stoxx 600 e o FTSE 100 fecharam em terreno positivo, contribuindo para um ambiente externo razoavelmente construtivo ao longo do dia.
O pregão deixa como herança um Ibovespa que reagiu positivamente a um dado de inflação favorável, mas o mercado segue cauteloso diante de uma agenda densa à frente. A decisão do Federal Reserve será o principal termômetro para o próximo pregão, com potencial de mover câmbio, juros e bolsa de forma simultânea. A temporada de balanços doméstica também permanece no foco, com novos resultados capazes de provocar movimentos expressivos em papéis específicos.