Bolsa acumula recuo expressivo na semana com pressão de Petrobras e bancos; novas tarifas dos EUA atingem 23,1% das exportações brasileiras, segundo o MDIC.

Fechamento de Mercado - BolsaNews

24/07/2026 às 18h30

O Ibovespa fechou a sexta-feira em baixa significativa, registrando o segundo recuo seguido, e encerrou a semana praticamente no zero a zero, conforme apontou o InfoMoney. O dólar terminou o dia com leve valorização, mas sem variação expressiva no acumulado semanal. O principal vetor de pressão sobre a bolsa doméstica foi a combinação de queda do petróleo no mercado internacional com o peso de Petrobras e dos grandes bancos no índice.

Petrobras e bancos lideram pressão sobre o Ibovespa

A bolsa brasileira sentiu o impacto direto da desvalorização do petróleo Brent, que recuou mais de 2% no pregão e retornou à faixa de US$ 97 por barril, segundo o Valor Econômico. As ações da Petrobras responderam ao movimento das commodities e exerceram pressão desproporcional sobre o índice, dado o peso da estatal na carteira teórica. Os papéis dos grandes bancos acompanharam a queda, ampliando o saldo negativo do dia.

Ativo Variação Valor
Dólar ▲ 0,14% 5,087
Ibovespa ▼ 1,52% 174.042
Dow Jones ▲ 0,46% 51.947
S&P 500 ▲ 0,05% 7.412
Nasdaq ▼ 0,64% 24.976
Stoxx 600 ▲ 0,96% 644,51
FTSE 100 ▲ 0,91% 10.736
Petróleo Brent ▼ 2,32% 98,38
Bitcoin ▼ 1,44% 64.117
T-Note 10 anos (yield) ▼ 0,51% 4,679

Às 18h30 (Horário de Brasília)24/07/2026

Tarifas dos EUA elevam tensão sobre exportações brasileiras

No front comercial, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) informou, segundo o InfoMoney, que as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos alcançam 23,1% das exportações brasileiras. O dado reforça o ambiente de incerteza sobre o comércio exterior do país e contribuiu para o humor negativo no mercado doméstico ao longo do pregão.

Wall Street fecha dividida; techs recuam e puxam Nasdaq

As bolsas de Nova York encerraram em direções opostas, conforme reportou o Valor Econômico. O Dow Jones avançou moderadamente, sustentado pelo alívio no petróleo e por um viés mais defensivo dos investidores. Por outro lado, o Nasdaq registrou queda relevante, pressionado por ações do setor de tecnologia. O S&P 500 operou próximo da estabilidade, refletindo o equilíbrio entre os dois movimentos.

Geopolítica e juros futuros no radar doméstico

Os juros futuros brasileiros recuaram durante o pregão, em movimento influenciado tanto pelo cenário geopolítico quanto por declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, segundo o Valor Econômico. No exterior, o yield do T-Note de 10 anos também cedeu, sinalizando menor aversão a risco no mercado de renda fixa americano. O conflito entre Rússia e Ucrânia seguiu no radar após novo ataque com míssil balístico que resultou em vítimas, mantendo a geopolítica como variável de atenção.

Com o Ibovespa encerrando a semana praticamente zerado após dois dias seguidos de queda, o mercado doméstico entra no próximo pregão observando a evolução das negociações tarifárias entre Estados Unidos e parceiros comerciais, o comportamento do petróleo e eventuais desdobramentos no cenário fiscal brasileiro, fatores que devem pautar o humor dos investidores nos próximos dias.