Mercados aguardam FOMC Statement e coletiva de Powell; Santander Brasil reporta lucro recorrente de R$ 3 bi no 2T, queda de 17,6% na comparação anual.

29/07/2026 às 07h00
O investidor brasileiro chega a esta quarta-feira com atenção dividida entre o front doméstico e o externo. A decisão do Federal Reserve sobre a taxa de juros americana, acompanhada do comunicado e da coletiva de Jerome Powell, é o evento central do dia e deve balizar o humor dos ativos locais na segunda metade da sessão. No pano de fundo, a escalada geopolítica no Oriente Médio adiciona uma camada de incerteza que já se reflete nos mercados de commodities e de renda fixa global.
Fed no centro do palco: Powell fala hoje
O Federal Reserve divulga nesta quarta sua decisão sobre a taxa de juros, seguida do FOMC Statement e da coletiva de Jerome Powell, os três eventos de maior impacto na agenda do dia. O consenso do mercado aponta para manutenção dos juros, conforme reportou o InfoMoney, mas a atenção estará no tom do comunicado diante de dados econômicos mistos e da volatilidade recente do petróleo. Os futuros de Nasdaq operam com alta mais expressiva em relação ao Dow Jones, sugerindo algum alívio no segmento de tecnologia enquanto o mercado aguarda o desfecho.
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| Dow Jones Futuros | ▲ 0,12% | 52.890 |
| S&P Futuros | ▲ 0,54% | 7.487 |
| Nasdaq Futuros | ▲ 1,15% | 28.037 |
| Euro Stoxx 50 | ▼ 0,52% | 6.259 |
| FTSE 100 | ▼ 0,06% | 10.873 |
| Nikkei 225 | ▼ 1,41% | 61.434 |
| Hang Seng | ▲ 1,96% | 25.808 |
| Shanghai | ▲ 0,47% | 3.828 |
| DXY (Dolar Index) | ▲ 0,01% | 101,33 |
| Ouro | ▲ 1,83% | 4.095 |
| Petroleo Brent | ▼ 0,50% | 87,37 |
| Bitcoin | ▲ 1,23% | 64.632 |
| T-Note 10 anos (yield) | ▼ 0,80% | 4,604 |
Às 07h00 (Horário de Brasília)29/07/2026
Geopolítica aquece ouro e pressiona petróleo
O Irã atacou bases americanas e a Arábia Saudita se juntou aos EUA em ataques no Iraque, segundo informou o InfoMoney, intensificando o risco geopolítico no Oriente Médio. O ouro reage com forte alta, operando no maior patamar visto recentemente, enquanto o petróleo Brent recua, movimento que pode refletir tanto dúvidas sobre demanda quanto reposicionamento de portfólios em ativos de refúgio. O yield do Treasury de 10 anos recua, sinalizando busca por proteção na renda fixa americana.
Santander Brasil: lucro cai 17,6% no segundo trimestre
O Santander Brasil (SANB11) reportou lucro recorrente de R$ 3 bilhões no segundo trimestre, uma queda de 17,6% na comparação anual, segundo o InfoMoney. O resultado integra uma agenda densa de balanços nesta quarta, que inclui ainda Meta e Microsoft no exterior, papéis que podem influenciar o humor do segmento de tecnologia nas bolsas globais ao longo do dia.
Nikkei recua; Kospi desaba com dúvidas sobre IA
As bolsas asiáticas fecharam mistas, com destaque negativo para o Nikkei, que operou em queda superior a 1%, e para o Kospi sul-coreano, que recuou cerca de 6% em meio a incertezas sobre o setor de inteligência artificial, conforme reportou o Valor Econômico. O Hang Seng, por outro lado, registrou alta expressiva, impulsionado por papéis chineses. O movimento divergente na Ásia reforça o cenário de seletividade entre mercados emergentes e desenvolvidos neste início de sessão.
Agenda Econômica do Dia
- [Zona do Euro] German 10-y Bond Auction (impacto: Medium)
- [EUA] Crude Oil Inventories (impacto: Medium)
- [EUA] Federal Funds Rate (impacto: High)
- [EUA] FOMC Statement (impacto: High)
- [EUA] FOMC Press Conference (impacto: High)
- [coletiva_empresarial] Abecip rejeita risco de excesso de oferta em imóveis após alta de estoques em SP: Entidade setorial do crédito imobiliário se pronunciou sobre estoques de imóveis que subiram 44% em São Paulo.
Com o FOMC como catalisador da tarde e uma agenda de balanços relevantes tanto no Brasil quanto no exterior, o mercado doméstico deve operar com cautela ao longo da manhã e aguardar os sinais de Powell para definir direção. A combinação de risco geopolítico elevado, ouro em alta e yields em queda sugere que o apetite por proteção segue elevado, e qualquer surpresa no tom do Fed pode amplificar a volatilidade nos ativos locais.