Ásia e Europa no positivo. As bolsas asiáticas encerraram a sessão desta madrugada em território positivo, segundo dados de mercado. O Nikkei 225, em Tóquio, avançou 0,51%, encerrando aos 69.101 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng registrou alta de 1,45%, aos 23.389 pontos, enquanto o Shanghai Composite subiu 0,68%, chegando a 4.056 pontos. Na Europa, o movimento também é de alta: o Euro Stoxx 50 opera com ganho de 1,12%, aos 6.360 pontos, e o FTSE 100 de Londres sobe 1,67%, a 10.652 pontos, em uma das altas mais expressivas do dia entre os índices monitorados.

Futuros americanos divididos. Nos Estados Unidos, os contratos futuros apresentam comportamento divergente, conforme dados de mercado acompanhados pela redação. O Dow Jones Futuro avança 1,15%, a 53.328 pontos, enquanto o S&P Futuro opera praticamente estável, com leve queda de 0,03%, a 7.552 pontos. O Nasdaq Futuro, por sua vez, recua 1,40%, a 29.748 pontos, pressionado por um ambiente mais cauteloso no segmento de tecnologia. O dólar index (DXY) opera em baixa de 0,56%, aos 100,79 pontos, o que favorece ativos denominados em outras moedas e pode aliviar parte da pressão sobre o real.

Ouro e petróleo em alta. A fraqueza do dólar impulsiona as commodities. O ouro opera com valorização de 2,62%, negociado a US$ 4.189 a onça-troy, atingindo patamar historicamente elevado e refletindo a busca por ativos de proteção em um ambiente de incerteza geopolítica e monetária. O petróleo Brent sobe 2,11%, a US$ 72,21 o barril, movimento que tende a ser monitorado de perto por empresas do setor de energia listadas na B3. O bitcoin apresenta leve queda de 0,22%, a US$ 61.348. O yield do T-Note de 10 anos dos EUA avança para 4,485%.

Agenda do dia: falas de Lagarde e Bailey. No campo macroeconômico internacional, os destaques ficam por conta das falas da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, e do presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey. Ambas as declarações têm impacto classificado como médio e podem oferecer sinalizações sobre os próximos passos das políticas monetárias na Europa, influenciando o comportamento do euro e da libra esterlina. No Brasil, não há indicadores de primeira linha previstos para hoje; o próximo evento relevante do calendário doméstico é a próxima reunião do Copom, agendada para 4 e 5 de agosto de 2026.

Brasil: tarifas, Pix e STF no radar. No front político e regulatório doméstico, o mercado acompanha o andamento das negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Segundo o Valor Econômico, o governo brasileiro apresentou aos EUA um chamado ‘mapa do caminho’ para contornar a tarifa de 25% imposta pelo governo Trump, mas o ministro reiterou que o Pix está fora da mesa de negociação. O desfecho dessas tratativas pode impactar setores exportadores listados em bolsa e o mercado de câmbio. Paralelamente, o ministro do STF André Mendonça demandou informações ao Congresso e ao governo sobre doações eleitorais no contexto da LDO, movimento que analistas monitoram pelo potencial impacto regulatório sobre o ambiente fiscal de 2026.

O que observar no pregão. Com o dólar em queda e as commodities em alta, papéis ligados ao setor de mineração e energia tendem a ser observados de perto pelos operadores. A divergência entre Dow e Nasdaq nos futuros americanos sinaliza seletividade no exterior, o que pode se refletir em um pregão com movimentos distintos entre setores na B3. As declarações de Lagarde e Bailey ao longo do dia podem adicionar volatilidade ao mercado de câmbio e, indiretamente, influenciar o comportamento do real. Os comentários de Donald Trump sobre Kevin Warsh e a composição do conselho do Fed também entram no radar, com potencial de aumentar a incerteza sobre a direção dos juros americanos.