Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira (2), após reverterem perdas registradas no início da sessão. O movimento ocorreu na última hora do pregão e representou um ajuste técnico diante da sequência de baixas das sessões anteriores. Mais cedo, os preços haviam operado em patamares inferiores aos observados antes do início do conflito envolvendo o Irã.

O petróleo tipo Brent com vencimento em setembro avançou 0,32%, encerrando a US$ 71,80 por barril na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI, referência norte-americana, com entrega prevista para agosto subiu 0,16%, a US$ 68,69 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex).

O contexto diplomático influenciou o comportamento dos preços ao longo da sessão. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar informou, por meio de redes sociais, que mediadores concluíram reuniões separadas com negociadores norte-americanos e iranianos no país, reforçando a percepção de progressão das conversas. O Catar também indicou que a próxima rodada de diálogos será agendada após os funerais do ex-líder supremo Ali Khamenei. Divergências em torno do programa nuclear iraniano, no entanto, ainda persistem.

A retomada das exportações de petróleo pelo Estreito de Ormuz também contribuiu para a pressão baixista sobre os preços nas últimas sessões. Segundo dados de mercado, os embarques da Arábia Saudita já recuperaram aproximadamente 90% dos níveis registrados antes do conflito.

Em nota, a equipe do Deutsche Bank avaliou que o cessar-fogo, sustentado pelo memorando de entendimento firmado entre Washington e Teerã, tem sido amplamente respeitado, fator que vem favorecendo a retração das cotações. O banco, porém, destacou que a volatilidade nos mercados financeiros ainda registra elevações pontuais. “Embora a volatilidade nos mercados financeiros esteja diminuindo, ela ainda registra aumentos ocasionais devido aos riscos latentes para a sustentabilidade do cessar-fogo, às preocupações persistentes em relação ao setor de tecnologia e às incertezas sobre a trajetória da política monetária nos Estados Unidos”, afirmou a instituição no documento.