Balança comercial registra superávit de US$ 1,11 bi na 4ª semana de julho; PTAX oficial do dia reflete pressão cambial acumulada na sessão
Giro do Mercado | Tarde

27/07/2026 às 16h20
Na reta final do pregão desta tarde, o Ibovespa sustenta leve avanço enquanto o dólar opera em alta, movimento que já se consolidou com a divulgação da PTAX oficial do dia, referência para liquidação de contratos cambiais. O mercado americano, aberto desde as 10h30 de Brasília, opera com cautela diante de sinais de distensão diplomática entre Estados Unidos e Irã, o que pressiona o petróleo e impacta diretamente o segmento de óleo e gás no índice local.
Frigoríficos disparam com abertura de mercado externo
MARFRIG lidera as altas do Ibovespa com expressivo avanço no dia, movimento que encontra respaldo em notícias do setor. O presidente Lula anunciou que o Brasil terá missão sanitária para abrir o mercado sul-coreano a frigoríficos brasileiros, conforme informou a InfoMoney. O contexto reforça o otimismo do mercado com o segmento de proteínas, que já vinha sendo monitorado por conta das disputas tarifárias globais, a Fiemg, segundo a InfoMoney, também defende a retomada da ‘taxa das blusinhas’ como resposta ao tarifaço dos EUA, sinalizando o ambiente de pressão sobre o comércio exterior que, paradoxalmente, pode beneficiar exportadores de alimentos.
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| Ibovespa | ▲ 0,50% | 175.053 |
| Dólar | ▲ 0,67% | 5,109 |
Às 16h20 (Horário de Brasília)27/07/2026
Maiores Altas do Dia (Ibovespa)
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| MARFRIG (mbrf3) | ▲ 7,39% | 15,83 |
| TOTVS (tots3) | ▲ 7,21% | 29,45 |
| SID NACIONAL (csna3) | ▲ 5,78% | 5,670 |
| EMBRAER (embj3) | ▲ 5,38% | 86,59 |
| MAGAZ LUIZA (mglu3) | ▲ 4,53% | 4,850 |
Maiores Baixas do Dia (Ibovespa)
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| PRIO (prio3) | ▼ 4,98% | 55,85 |
| PETRORECSA (recv3) | ▼ 3,97% | 10,17 |
| PETROBRAS (petr3) | ▼ 2,96% | 46,24 |
| PETROBRAS (petr4) | ▼ 2,89% | 40,99 |
| CAIXA SEGURI (cxse3) | ▼ 2,49% | 20,74 |
Petróleo recua e arrasta petroleiras para as maiores baixas
O recuo do petróleo abaixo de US$ 90 por barril, impulsionado por sinais de abertura diplomática entre Estados Unidos e Irã, conforme reportou o Valor Econômico, pressiona diretamente as ações do setor no Brasil. PRIO, PETRORECSA e PETROBRAS figuram entre as maiores quedas do dia. O movimento ocorre mesmo em um cenário em que a própria InfoMoney destacou cinco razões para manter perspectiva positiva de longo prazo sobre a estatal, o que ilustra a tensão entre o fundamento estrutural e a volatilidade de curto prazo gerada pelo preço da commodity.
Balança comercial e câmbio: superávit não alivia dólar
O Brasil registrou superávit comercial de US$ 1,11 bilhão na quarta semana de julho, segundo o Valor Econômico, dado que, em tese, é favorável à entrada de divisas. Ainda assim, o dólar opera em alta no pregão, o que indica que fatores externos, como o ambiente de aversão ao risco e a queda das commodities energéticas, pesam mais no câmbio neste momento do que o fluxo comercial doméstico. A PTAX oficial já captura esse nível de pressão cambial e serve de referência para ajustes nos contratos de WDO e em operações de hedge.
Ouro sobe com Oriente Médio e Fed no radar
O ouro fechou em leve alta no mercado internacional, sustentado pela tensão no Oriente Médio e pela expectativa em torno da próxima reunião do Federal Reserve, conforme informou a InfoMoney. O metal precioso opera como ativo de proteção em momentos de incerteza geopolítica, e o acompanhamento da política monetária americana segue como variável central para o comportamento do dólar e dos juros futuros globais nas próximas sessões.
Com cerca de quarenta minutos para o encerramento do pregão regular, o mercado caminha para fechar o dia com o Ibovespa em terreno positivo, mas de forma seletiva: a alta é puxada por frigoríficos e exportadoras enquanto o setor de petróleo funciona como limitador de ganhos. O dólar encerra a sessão em alta, com a PTAX oficial já fixada. A agenda do Fed e os desdobramentos diplomáticos no Oriente Médio seguem como vetores a monitorar para a abertura de amanhã.
Editorial BolsaNews