PTAX oficial desta sessão reflete acomodação do câmbio, enquanto bolsa é pressionada por saúde e energia. ISA Energia e Hapvida lideram as perdas.
Giro do Mercado | Tarde

24/07/2026 às 16h20
O pregão desta tarde concentra pressão vendedora no Ibovespa, que opera em queda superior a 1%, enquanto o dólar encerra a sessão próximo à estabilidade. A PTAX oficial do dia, divulgada pelo Banco Central, reflete esse equilíbrio cambial, em contraste com a tensão vista no mercado de renda variável. O ambiente externo oferece algum suporte ao câmbio, com o dólar global arrefecendo, mas o cenário fiscal doméstico e o desempenho negativo de setores-chave pesam sobre a bolsa.
Saúde e energia elétrica puxam as perdas da bolsa
Os maiores recuos do Ibovespa nesta sessão estão concentrados em papéis de saúde e energia elétrica, com ISA Energia e Hapvida entre os destaques negativos. O movimento reflete combinação de pressão setorial específica e aversão a ativos domésticos de maior risco, em um dia de menor apetite dos investidores pela bolsa brasileira. Na ponta contrária, ações ligadas ao setor de siderurgia e telecomunicações, como SID Nacional, Usiminas e Telefônica Brasil, operam em alta e amenizam parcialmente o tombo do índice.
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| Ibovespa | ▼ 1,19% | 174.380 |
| Dólar | ▼ 0,06% | 5,077 |
Às 16h20 (Horário de Brasília)24/07/2026
Maiores Altas do Dia (Ibovespa)
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| YDUQS PART (yduq3) | ▲ 3,19% | 7,770 |
| TELEF BRASIL (vivt3) | ▲ 2,28% | 35,44 |
| SID NACIONAL (csna3) | ▲ 1,88% | 5,420 |
| TIM (tims3) | ▲ 1,45% | 21,67 |
| USIMINAS (usim5) | ▲ 1,42% | 8,580 |
Maiores Baixas do Dia (Ibovespa)
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| ISA ENERGIA (isae4) | ▼ 6,30% | 26,78 |
| HAPVIDA (hapv3) | ▼ 5,31% | 9,990 |
| CAIXA SEGURI (cxse3) | ▼ 5,31% | 21,23 |
| MARFRIG (mbrf3) | ▼ 5,04% | 14,87 |
| MINERVA (beef3) | ▼ 3,93% | 3,420 |
Custo fiscal da subvenção à gasolina entra no radar
Conforme informou o Valor Econômico, a extensão da subvenção à gasolina deve custar até R$ 1,3 bilhão por mês ao governo federal. O dado reacende o debate sobre o equilíbrio das contas públicas em ano pré-eleitoral, em um contexto no qual, segundo o mesmo veículo, o Brasil enfrenta um impasse: a necessidade de choque fiscal em 2027 esbarra na percepção de que ajuste fiscal não rende votos. O mercado acompanha esse cenário com cautela, dado o histórico de sensibilidade do Ibovespa e do câmbio a sinalizações sobre a trajetória do gasto público.
Ouro sobe; cenário externo no radar antes do Fed
No front internacional, o ouro opera em alta, impulsionado por alívio no petróleo e pela cautela dos investidores globais antes de novas sinalizações do Federal Reserve, conforme apurou o Valor Econômico. O ativo, acompanhado como referência secundária pelo público de renda variável, reforça o clima de busca por proteção em meio às incertezas sobre juros nos Estados Unidos. O mercado americano, aberto desde as 10h30 no horário de Brasília, opera com cautela, o que limita o apetite por ativos de risco também por aqui.
Tarifas dos EUA ao Brasil têm viés comercial, diz ex-secretário
Em São Paulo, um ex-secretário do governo Trump afirmou que as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil têm interesse exclusivamente comercial, sem motivação política adicional, conforme relatou o InfoMoney. A declaração ocorre em meio ao debate sobre o impacto das tarifas americanas no fluxo de exportações brasileiras e no câmbio. O mercado monitora o desdobramento das negociações comerciais entre os dois países como fator de risco de médio prazo para o dólar e para setores exportadores listados na bolsa.
Com o pregão se aproximando do encerramento, o Ibovespa caminha para fechar a sessão no campo negativo, pressionado por papéis domésticos sensíveis ao cenário fiscal e a fatores setoriais. O câmbio encerrou próximo à estabilidade, com a PTAX oficial sinalizando acomodação. O foco da próxima sessão deve recair sobre eventuais sinalizações do Federal Reserve e sobre o andamento das discussões fiscais no âmbito doméstico.
Editorial BolsaNews