Brent avança mais de 3% e limita perdas do índice brasileiro, que acumula quinta queda consecutiva. Dólar opera abaixo de R$ 5,08.

Fechamento de Mercado - BolsaNews

21/07/2026 às 18h30

O Ibovespa fechou o pregão desta terça-feira no limite entre a estabilidade e uma leve queda, acumulando a quinta baixa consecutiva, movimento que reflete um cenário doméstico ainda pressionado. O dólar cedeu pelo segundo pregão seguido, aliviando levemente a pressão cambial sobre ativos locais. O principal fator de sustentação do índice brasileiro veio de fora: o forte avanço do petróleo Brent, que superou US$ 90 o barril em meio a notícias conflitantes sobre o conflito no Oriente Médio, conforme destacou o Valor Econômico.

Petróleo acima de US$ 90 ampara Ibovespa, mas não reverte sequência negativa

O Brent avançou mais de 3% na sessão, ultrapassando a marca de US$ 90 o barril, e serviu de suporte para papéis ligados ao setor de energia na bolsa brasileira. Conforme apurado pelo InfoMoney, o movimento minimizou as perdas do Ibovespa, mas não foi suficiente para encerrar a sequência de cinco quedas seguidas. A alta do petróleo também exerceu pressão sobre os juros futuros domésticos, que registraram leve alta acompanhando o avanço dos Treasuries americanos, segundo o Valor Econômico.

Ativo Variação Valor
Dólar ▼ 0,34% 5,074
Ibovespa ▼ 0,03% 173.326
Dow Jones ▲ 0,74% 52.225
S&P 500 ▲ 0,89% 7.509
Nasdaq ▲ 1,29% 25.837
Stoxx 600 ▲ 0,51% 643,19
FTSE 100 ▲ 0,58% 10.586
Petróleo Brent ▲ 3,26% 91,44
Bitcoin ▲ 1,63% 66.277
T-Note 10 anos (yield) ▲ 0,65% 4,628

Às 18h30 (Horário de Brasília)21/07/2026

Hypera e Rede D’Or lideram quedas dentro do Ibovespa na sessão

No campo negativo do índice, Hypera e Rede D’Or figuraram entre as maiores baixas do pregão, segundo o InfoMoney. O movimento reflete dinâmicas setoriais específicas, o setor de saúde e farmacêutico operou sob pressão em um dia em que o fluxo de capital priorizou papéis diretamente beneficiados pela alta das commodities energéticas.

Bolsas americanas sobem com semicondutores, mas geopolítica limita otimismo

As principais bolsas de Nova York fecharam em alta, impulsionadas pelo setor de semicondutores, que voltou ao centro das atenções dos investidores. O avanço foi consistente entre os três principais índices americanos, com destaque para a performance do Nasdaq. No entanto, conforme informou o InfoMoney, balanços corporativos e o cenário de conflito no Oriente Médio permaneceram no radar, contendo um avanço ainda mais expressivo. O Pentágono divulgou que a guerra dos EUA contra o Irã já custou US$ 37,5 bilhões ao país, dado que reforça a incerteza geopolítica no horizonte.

Embraer soma US$ 1,2 bi em pedidos em feira de aviação na Inglaterra

Em destaque positivo no noticiário corporativo brasileiro, a Embraer somou aproximadamente US$ 1,2 bilhão em pedidos durante feira de aviação realizada no Reino Unido, segundo estimativa de bancos apurada pelo InfoMoney. O volume reforça o momento favorável da fabricante no mercado internacional de aeronaves comerciais e de defesa, e o papel acompanhou o radar de atenção dos investidores ao longo do dia.

Para o próximo pregão, o mercado seguirá monitorando a dinâmica do petróleo e os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que vêm ditando parte relevante da volatilidade recente tanto no câmbio quanto nos juros futuros. O comportamento dos Treasuries americanos e a temporada de balanços nos Estados Unidos também permanecem como variáveis a observar antes da abertura.