Petrobras segurou o índice no positivo enquanto bancos pesaram; petróleo Brent avançou mais de 3,5% no dia.

Fechamento de Mercado - BolsaNews

17/07/2026 às 18h30

O Ibovespa terminou o pregão desta quinta-feira praticamente estável, numa sessão em que a alta expressiva das ações da Petrobras compensou o recuo dos papéis de bancos e segurou o índice no território positivo. O dólar fechou em leve alta, na casa de R$ 5,11, influenciado pela aversão ao risco que tomou conta dos mercados internacionais após novos ataques entre Estados Unidos e Irã. O petróleo funcionou como o principal fio condutor do dia, ao mesmo tempo em que beneficiou os ativos ligados à commodity e alimentou o temor inflacionário global.

Petrobras segura Ibovespa com petróleo em alta firme

As ações da Petrobras (PETR4) registraram nova valorização e foram o principal suporte do Ibovespa na sessão, conforme informou a InfoMoney. O movimento acompanhou o avanço do petróleo Brent, que operou com alta superior a 3,5% no dia, impulsionado pela escalada das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã. O conflito elevou o prêmio de risco sobre o fornecimento global da commodity, favorecendo diretamente os papéis ligados ao setor de óleo e gás listados na B3.

Ativo Variação Valor
Dólar ▲ 0,14% 5,109
Ibovespa ▼ 0,06% 173.714
Dow Jones ▼ 0,77% 52.146
S&P 500 ▼ 1,01% 7.458
Nasdaq ▼ 1,40% 25.520
Stoxx 600 ▼ 0,19% 641,53
FTSE 100 ▲ 0,27% 10.600
Petróleo Brent ▲ 3,57% 88,09
Bitcoin ▲ 0,53% 64.111
T-Note 10 anos (yield) ▼ 0,61% 4,541

Às 18h30 (Horário de Brasília)17/07/2026

Techs afundam Wall Street; Netflix lidera perdas

As bolsas de Nova York fecharam em queda expressiva, pressionadas pelo tombo das ações de tecnologia e pelo resultado decepcionante da Netflix, que recuou com perspectivas de desaceleração de crescimento, segundo reportou a InfoMoney. O ambiente de aversão ao risco foi amplificado pelas tensões geopolíticas, que também pesaram sobre o apetite dos investidores por ativos de maior risco. O recuo foi generalizado entre os principais índices americanos, com o Nasdaq registrando a maior perda proporcional do dia.

Juros domésticos sobem em dia de aversão ao risco

No mercado de renda fixa brasileiro, as taxas dos contratos de DI futuro encerraram o pregão com altas firmes, refletindo o ambiente externo mais hostil. A combinação de tensão geopolítica, queda nas bolsas americanas e leve alta do dólar elevou a percepção de risco e se traduziu em pressão sobre a curva de juros doméstica. O movimento reforça o cenário de cautela que predominou ao longo do dia nos mercados locais.

Dólar avança na semana, mas acumula estabilidade no período

O dólar subiu frente ao real na sessão, reagindo ao aumento da aversão ao risco global, mas encerrou a semana praticamente estável ante a moeda brasileira, conforme destacou a InfoMoney. O movimento intradia refletiu o fluxo de saída de ativos emergentes diante das incertezas geopolíticas, enquanto o Treasury de dez anos, referência global de risco, recuou, sinalizando busca por proteção nos títulos do governo americano.

O próximo pregão deve seguir monitorando de perto o desdobramento do conflito entre EUA e Irã, que tem potencial de manter o petróleo em patamar elevado e influenciar tanto o câmbio quanto os ativos domésticos ligados ao setor de energia. O comportamento das bolsas americanas após mais um ciclo de balanços corporativos também permanece no radar do mercado.