Bolsas de Nova York também avançaram, puxadas por tecnologia, enquanto o petróleo Brent recuou mais de 3% no dia.

09/07/2026 às 18h30
O Ibovespa fechou o pregão desta terça-feira em alta consistente, com o dólar recuando para o menor patamar recente frente ao real. O movimento acompanhou o desempenho positivo das bolsas americanas e refletiu a percepção dos mercados de que a escalada geopolítica entre Estados Unidos e Irã não deve se aprofundar no curto prazo, reduzindo o apetite por ativos de refúgio e favorecendo o retorno ao risco.
Tensão EUA-Irã recua e mercado volta ao risco
O principal fator do dia foi a leitura de que o conflito entre Washington e Teerã tende a se manter pontual, sem escalada generalizada. Esse cenário reduziu a aversão ao risco global, favoreceu a volta de fluxo para ativos de mercados emergentes e sustentou a valorização do Ibovespa ao longo de toda a sessão, com destaque para as ações do setor bancário entre os maiores contribuidores da alta.
| Ativo | Variação | Valor |
|---|---|---|
| Dólar | ▼ 0,62% | 5,119 |
| Ibovespa | ▲ 1,22% | 172.742 |
| Dow Jones | ▲ 0,27% | 52.487 |
| S&P 500 | ▲ 0,81% | 7.544 |
| Nasdaq | ▲ 1,30% | 26.207 |
| Stoxx 600 | ▲ 0,96% | 640,87 |
| FTSE 100 | ▼ 0,16% | 10.472 |
| Petróleo Brent | ▼ 3,59% | 76,04 |
| Bitcoin | ▲ 1,56% | 63.208 |
| T-Note 10 anos (yield) | ▼ 0,66% | 4,539 |
Às 18h30 (Horário de Brasília)09/07/2026
Petróleo despenca e alivia pressão inflacionária global
O petróleo Brent registrou queda expressiva, superior a 3% no dia, também reflexo do recuo das tensões geopolíticas que haviam pressionado os preços nos últimos pregões. A commodity mais barata tende a reduzir pressões sobre custos e inflação global, o que contribuiu para o bom humor dos mercados internacionais e favoreceu o movimento de queda nos juros dos Treasuries americanos de 10 anos.
Wall Street avança com recuperação das techs e juros em queda
As bolsas de Nova York fecharam em alta generalizada, com o Nasdaq liderando os ganhos impulsionado pela recuperação do setor de tecnologia. O recuo nos yields dos títulos do Tesouro americano de 10 anos favorece especialmente empresas de crescimento, historicamente mais sensíveis ao custo do capital. O ambiente externo positivo amplificou o apetite por risco também no mercado doméstico.
Tarifas contra o Brasil e agenda fiscal no radar doméstico
No front doméstico, o mercado monitorou a declaração do representante comercial americano Jamieson Greer de que a decisão sobre tarifas contra o Brasil deve ser divulgada até o dia 15. A indefinição mantém um grau de incerteza sobre as exportações brasileiras. Paralelamente, o Senado discutiu a PEC da aposentadoria para agentes de saúde, tema que pode adicionar pressão ao quadro fiscal caso avance antes do recesso legislativo.
O mercado encerra o dia em tom positivo, mas o ambiente segue suscetível a novos ruídos geopolíticos e à evolução das negociações comerciais envolvendo o Brasil. Para o próximo pregão, o comportamento do petróleo, os desdobramentos do front EUA-Irã e quaisquer sinalizações sobre as tarifas comerciais devem continuar pautando o humor dos investidores.